TARDA

TARDA é uma banda/projeto audiovisual formada pelas artistas Julia Baumfeld, Paola Rodrigues, Randolpho Lamonier, Sara Não Tem Nome e Victor Galvão. O projeto integra as múltiplas atuações das artistas entre os campos das artes visuais, música e audiovisual, abordando deslocamentos emocionais e cognitivos que caracterizam as tensões de identidade nas relações humanas e fluxos caóticos de informação. Os artistas utilizam de mídias digitais e analógicas para criação de videos, fotografias, ilustrações, desenhos e músicas.

 

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https://www.tarda.com.br/

 

 

 

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"Futuro"

Tarda lançou seu primeiro álbum “Futuro”, dia 11/11/2020. Produzido pela própria banda, as gravações de “Futuro” se iniciaram em 2018 e foram finalizadas em 2020. As gravações foram realizadas nos estúdios caseiros “Quarto Intergaláctico” em Belo Horizonte, com gravações adicionais feitas no estúdio “Frango no Bafo” em Belo Horizonte e no “Estúdio-coisa” em São Paulo. A mixagem é assinada por Victor Galvão e a masterização por Lina Kruze. O álbum conta com 11 faixas que transitam entre o Shoegaze e o Dream Pop, com influências do Post Rock. Entre algumas das referências sonoras, destacam as bandas Slint, Low, Warpaint e Beach House.


 

Os elementos principais que compõem as músicas do álbum, são formados pelas guitarras de Sara Não Tem Nome, que flutuam com reverb e se aterram em distorções. Sua voz plácida e ao mesmo tempo estrondosa, nos transporta entre sonhos e pesadelos. Os sintetizadores de Paola Rodrigues, nos colocam em cenários de melancolia e catástrofe, guiados por sua voz que nos sussurra suas angústias e tormentas. O baixo de Victor Galvão, sustenta a estrutura para que as composições existam com peso e densidade. A bateria de Julia Baumfeld, nos conduz ritmicamente por essa viagem existencial. Em algumas faixas, esses papéis são trocados e os integrantes experimentam com outros instrumentos e sonoridades.


 

Em “Futuro”, transitamos por melodias plácidas a uma catarse ruidosa. O elaborado uso das vozes entre canções com harmonias delicadas e o spoken word, se desenvolvem junto de formas abertas à improvisação, conduzidas por impulsos primitivos. Ao decorrer do álbum, imergimos em canções melancólicas, mantras e discursos políticos. Dentro dessa paisagem sonora encontramos Dilma Rousseff, Clarice Lispector e Hilda Hilst, que se misturam a frases de Fernando Pessoa e Walter Benjamin, cantadas pelos integrantes da banda. O íntimo e o universal se unem criando outras (novas?) realidades. Uma narrativa profunda e complexa se desenvolve através de sonhos e delírios que nos transportam para territórios oníricos. Em outros momentos, desejos e perturbações nos levam a cenários de desilusão e aridez. O álbum nos chama a um mergulho no desconhecido, onde o eu e o outro se tornam indissociáveis.


 

Idealizada e fotografada por Randolpho Lamonier, a capa do álbum mostra uma cama-embarcação em devaneio ao inconsciente, para além do plano físico. Estamos em um território em dissolução, seguimos para uma direção que não é palpável. Cruzar o planeta de um lado a outro é possível, o desafio é conhecer o que existe por dentro.

Para ouvir o álbum: https://fanlink.to/tardafuturo

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